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Detecção de citocinas nas lesões de pacientes com hanseníase: análise no contexto Th1, Th2, Th17 e células t regulatórias

Beneficiário:

Instituição-sede da pesquisa: Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL). Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). Bauru, SP, Brasil
Pesquisador responsável:

Ana Paula Favaro Trombone Garlet

Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo: 11/09211-9
Vigência: 01 de julho de 2011 - 30 de junho de 2013
Vinculado ao auxílio:09/06122-5 - Avaliação do papel das células T regulatórias e Th17 na hanseníase humana e experimental: correlações com o espectro imunopatológico das lesões, níveis de expressão de metaloproteases e seus inibidores, e integração com o paradigma Th1/Th2, AP.JP
Assunto(s):

Hanseníase

Mycobacterium leprae

Resumo
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele e o sistema nervoso periférico e cujo agente etiológico é o Mycobacterium leprae. A hanseníase pode ser classificada em duas formas polares [hanseníase tuberculóide (TT) e hanseníase virchoviana (VV)] e três formas intermediárias ou dimorfas [dimorfo-tuberculóide (DT), dimorfo-dimorfo (DD) e dimorfo- virchoviano (DV)], além da ocorrência das chamadas reações hansênicas (tipo I e tipo II). Enquanto o pólo tuberculóide (TT) é caracterizado pelo predomínio da imunidade mediada por células, a qual limita a doença a poucas lesões na pele e nervos periféricos, e raros bacilos (ou nenhum) são encontrados na lesão, no pólo virchoviano (VV) a resposta imune é principalmente humoral e inúmeros bacilos são encontrados nas lesões destes pacientes. No caso das formas dimorfas, as mesmas são caracterizadas (da DT para a DV) por uma progressiva redução da resposta imune celular, associada ao aumento da carga bacilar, das lesões cutâneas e de nervos periféricos. Analisando todas as formas e reações hansênicas pode-se observar o papel das subpopulações Th1 e Th2 na imunopatogênese da hanseníase, indicando que o balanço das citocinas produzidas localmente pode ser determinante da severidade da doença. Porém, a contribuição de ambos os perfis na imunoregulação da hanseníase podem não ser os únicos fatores envolvidos na patogênese da doença. Diante disto, este projeto tem como objetivo avaliar a participação de células T regulatórias e Th17 na hanseníase, por meio da detecção de citocinas características destes padrões, na lesão cutânea de pacientes classificados nos diferentes espectros da hanseníase. As citocinas avaliadas serão IL-10 e TGF-beta (relacionadas com as células T regulatórias); IL-17F e IL-6 (relacionadas com o perfil Th17); e IFN-gama e IL-4 (relacionadas com o perfil Th1/Th2). (AU)
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