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Efeitos do tratamento crônico com imipramina em animais expostos cronicamente a estressores controláveis ou incontroláveis: estudos de neurogênese hipocampal adulta e estudos comportamentais no modelo do desamparo aprendido

Processo: 10/10048-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de julho de 2010
Vigência (Término): 30 de novembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Fisiológica
Pesquisador responsável:Claudia Maria Padovan
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/07134-1 - Estresse, serotonina, glutamato e a via núcleo mediano da rafe-hipocampo: estudos comportamentais e sobre a neurogênese hipocampal adulta, AP.R
Assunto(s):Glutamatos   Serotonina   Desamparo aprendido   Estresse psicológico   Depressão

Resumo

A depressão é uma doença complexa, cujas causas parecem envolver a exposição crônica a estressores. Sabe-se que o Hipocampo tem participação no mecanismo de adaptação a estímulos aversivos contínuos, já que a facilitação da neurotransmissão serotoninérgica nessa estrutura diminui o efeito comportamental de um estressor prévio, e ainda que o Núcleo Mediano da Rafe (NMnR) é a fonte principal de inervação serotoninérgica para o Hipocampo. Entretanto, o NMnR possui uma grande quantidade de receptores tipo NMDA para glutamato, que, quando ativados pela administração do próprio agonista (NMDA), leva a um aumento na liberação serotonina no próprio NMR, e no hipocampo. Dados mostram que o momento em que ocorre a interferência sobre a neurotransmissão glutamatérgica mediada por NMDA, no hipocampo, é determinante nas conseqüências comportamentais desencadeadas pelo estresse. Considerando-se a importância funcional da via NMR-hipocampo nas conseqüências comportamentais do estresse, o objetivo deste trabalho é investigar se a interferência na neurotransmissão glutamatérgica mediada por receptores de tipo NMDA no NMnR, em diferentes momentos em relação a um estresse prévio pode atenuar as conseqüências comportamentais resultantes desse estresse. Para tanto, será utilizado o modelo animal do Nado Forçado. Outro processo que tem sido bastante relacionado à depressão e a exposição a estressores incontroláveis, diz respeito a neurogênese na idade adulta, que ocorre no hipocampo e no bulbo olfatório., e que sofre influência de vários fatores como exposição a eventos estressantes incontroláveis, níveis de glicocorticóides, tratamento com antidepressivos, atividade física e estimulação ambiental. A neurogênese hipocampal durante a idade adulta é em parte controlada pelos sistemas serotoninérgico e glutamatérgico. Embora a participação do sistema serotoninérgico na neurogênese seja reforçada pela evidência de que o tratamento crônico com antidepressivos aumenta a proliferação de células no hipocampo, os efeitos da lesão do NMnR sobre a neurogênese ainda não foram totalmente elucidados. Assim, os efeitos da lesão neurotóxica seletiva do NMnR sobre a neurogênese hipocampal adulta em animais estressados cronicamente e tratados com Imipramina também será investigado. Considerando-se, ainda, a importância da neurogênese na depressão, investigaremos se esse processo está relacionado aos déficits cognitivos observados em pacientes deprimidos. Para tanto, serão realizados estudos empregando-se o modelo do desamparo aprendido, que oferece a vantagem adicional de se avaliar o desempenho do animal em uma tarefa que envolve aprendizado para esquiva do estímulo aversivo. (AU)