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Staphylococcus epidermidis: virulência e resistência aos antimicrobianos em amostras isoladas de hemoculturas

Beneficiário:

Instituição: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:

Maria de Lourdes Ribeiro de Souza da Cunha

Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo: 10/18720-1
Vigência: 01 de fevereiro de 2011 - 31 de dezembro de 2011
Assunto(s):

Resistência

Staphylococcus epidermidis

Toxinas

Virulência

Resumo
O membro mais encontrado do gênero Staphylococcus em bacteremias hospitalares é o Staphylococcus epidermidis. Este é um microrganismo que vive em simbiose com o seu hospedeiro, é ocasionalmente um patógeno nosocomial, causando infecções severas em recém-nascidos, indivíduos imunocomprometidos e hospitalizados por longo período. Entre seus fatores de virulência, está a produção de um polissacarídeo, principal componente na formação de biofilme, codificado pelo operon ica, que dificulta a ação do sistema imune do hospedeiro. As enterotoxinas estafilocócicas (SE) atuam como superantígenos, estimulando de forma contínua o sistema imune, e causam intoxicação alimentar. As enterotoxinas clássicas são SEA, SEB, SEC1, SEC2, SEC3, SED, SEE e a TSST-1, causadora da Síndrome do Choque Tóxico. O tratamento das infecções estafilocócicas tem se tornado cada vez mais dificultado pela seleção de cepas resistentes aos antimicrobianos, como a meticilina, oxacilina, e a vancomicina. As bactérias resistentes à meticilina frequentemente apresentam uma característica cromossomal, o gene de resistência mecA, que está contido num elemento genético móvel SCCmec e que permite o crescimento da bactéria mesmo na presença de meticilina e oxacilina. Em relação à resistência à vancomicina, os mecanismos ainda não estão bem elucidados, mas podem estar relacionados a uma ligação da droga ao biofilme, ao espessamento da parede celular da bactéria ou produto dos genes van, recebidos de enterococos. Este estudo objetiva a elucidação do perfil patogênico de S. epidermidis, de amostras oriundas de pacientes internados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HC-FMB) quanto à presença de genes de resistência a antibióticos, genes que codificam a formação de biofilme e enterotoxinas. (AU)
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