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A atuação da proteína quinase dependente de dsRNA (PKR) no desenvolvimento de tumor de cólon em camundongos obesos
| Beneficiário: | Guilherme Zweig Rocha |
| Pesquisador responsável: | José Barreto Campello Carvalheira |
| Instituição: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Médicas |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina |
| Linha de fomento: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Processo: | 10/14847-7 |
| Vigência: | 01 de dezembro de 2010 - 30 de novembro de 2013 |
| Vinculado ao projeto: | 08/57952-5 - Instituto Nacional de Obesidade e Diabetes |
| Assunto(s): | Clínica médicaNeoplasiasDoenças nutricionais e metabólicasObesidadeProjetos TemáticosBolsas no Brasil - Doutorado |
Resumo
Embora a obesidade seja reconhecida como importante causa de diabetes e doença cardiovascular, a associação entre obesidade e diferentes tipos de câncer tem recebido muito menos atenção. A associação entre obesidade e o desenvolvimento de câncer de cólon representa um dos principais avanços conceituais na patogênese do câncer de cólon da última década. Recentemente a atuação da inflamação subclínica da obesidade na carcinogênese ganhou destaque. Mecanisticamente acredita-se que a obesidade atue como promotor tumoral, e seus efeitos pró-tumorigênicos dependam principalmente da resposta inflamatória de baixo grau ocasionada pela obesidade que envolve a produção de citocinas inflamatórias e pró-tumorigênicas (TNF e IL-6). Uma das principais características da inflamação induzida por obesidade é a infiltração de macrófagos no tecido adiposo, produzindo citocinas inflamatórias e outros mediadores que interferem na sinalização insulínica. Inflamação e estresse de retículo que são conectadas em diversos níveis, são sistemas adaptativos de curto período de expressão necessárias para a função e sobrevivência do organismo, e ambas são prejudiciais quando ativadas cronicamente. Neste sentido, a ativação da PKR durante a inflamação e o estresse de retículo e posterior ativação de JNK pela PKR, também interfere e prejudica a via de sinalização da insulina. Assim, PKR pode formar um complexo infamatório metabolicamente ativo - chamado inflamassomo ou metaflamassomo - que passa então a integrar a ação da insulina, resposta a patógenos, controle da tradução com sensibilidade a nutrientes e estresse de retículo. A formação de um metaflamossomo e a sua ativação por nutrientes e estresse de retículo pode explicar a sobreposição funcional entre múltiplas vias de sinalização, como JNK, IKK e outras na modulação do metabolismo. A relação entre o câncer de cólon e obesidade pode ser devida à ação, em nível molecular, da inflamação subclínica de baixo grau e ao estresse celular causado por essa sinalização inflamatória. Sendo a PKR responsiva à sinalização inflamatória e também à via insulínica em outros tecidos, e relacionada à carcinogênese e à progressão em diversos tipos de câncer, a investigação de sua participação é relevante à medida em que propicia o entendimento da fisiopatologia molecular de tumores de cólon. Assim, objetivo principal do estudo será avaliar o papel da PKR no desenvolvimento de tumores de cólon em camundongos submetidos à dieta hiperlipídica. (AU)
Embora a obesidade seja reconhecida como importante causa de diabetes e doença cardiovascular, a associação entre obesidade e diferentes tipos de câncer tem recebido muito menos atenção. A associação entre obesidade e o desenvolvimento de câncer de cólon representa um dos principais avanços conceituais na patogênese do câncer de cólon da última década. Recentemente a atuação da inflamação subclínica da obesidade na carcinogênese ganhou destaque. Mecanisticamente acredita-se que a obesidade atue como promotor tumoral, e seus efeitos pró-tumorigênicos dependam principalmente da resposta inflamatória de baixo grau ocasionada pela obesidade que envolve a produção de citocinas inflamatórias e pró-tumorigênicas (TNF e IL-6). Uma das principais características da inflamação induzida por obesidade é a infiltração de macrófagos no tecido adiposo, produzindo citocinas inflamatórias e outros mediadores que interferem na sinalização insulínica. Inflamação e estresse de retículo que são conectadas em diversos níveis, são sistemas adaptativos de curto período de expressão necessárias para a função e sobrevivência do organismo, e ambas são prejudiciais quando ativadas cronicamente. Neste sentido, a ativação da PKR durante a inflamação e o estresse de retículo e posterior ativação de JNK pela PKR, também interfere e prejudica a via de sinalização da insulina. Assim, PKR pode formar um complexo infamatório metabolicamente ativo - chamado inflamassomo ou metaflamassomo - que passa então a integrar a ação da insulina, resposta a patógenos, controle da tradução com sensibilidade a nutrientes e estresse de retículo. A formação de um metaflamossomo e a sua ativação por nutrientes e estresse de retículo pode explicar a sobreposição funcional entre múltiplas vias de sinalização, como JNK, IKK e outras na modulação do metabolismo. A relação entre o câncer de cólon e obesidade pode ser devida à ação, em nível molecular, da inflamação subclínica de baixo grau e ao estresse celular causado por essa sinalização inflamatória. Sendo a PKR responsiva à sinalização inflamatória e também à via insulínica em outros tecidos, e relacionada à carcinogênese e à progressão em diversos tipos de câncer, a investigação de sua participação é relevante à medida em que propicia o entendimento da fisiopatologia molecular de tumores de cólon. Assim, objetivo principal do estudo será avaliar o papel da PKR no desenvolvimento de tumores de cólon em camundongos submetidos à dieta hiperlipídica. (AU)
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Pioneirismo em oncologia
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