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Papel da resposta imune inflamatória no desenvolvimento da hipernocicepção herpética e pós-herpética

Processo: 10/12309-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2011
Vigência (Término): 30 de junho de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Fernando de Queiroz Cunha
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Assunto(s):Dor crônica   Citocinas   Resposta imune   Herpes Zoster

Resumo

As dores crônicas são um importante problema de saúde pública, acometendo entre 10 a 30% da população mundial. Dentre estas, destaca-se a dor neuropática, definida pela IASP como "dor iniciada ou causada por lesão primária ou disfunção do sistema nervoso". A dor neuropática pode ser dividida em dois tipos: a central e a periférica, dependendo do local da injúria do tecido nervoso. Dentre as neuropatias periféricas mais comuns, destaca-se a neuralgia herpética, cujo agente etiológico é o vírus Varicella Zoster (VZV), o qual é capaz de infectar neurônios e desencadear a dor neuropática crônica. Ainda, após o desaparecimento do quadro infeccioso local e das lesões, a dor pode persistir de forma aguda e intermitente, o que caracteriza a Neuralgia Pós-Herpética (NPH). As três principais categorias de dor neuropática são observadas na NPH: dor intermitente independente de estímulo; alodinia; e dores lancinantes espontâneas ou evocadas. Devido à capacidade do VZV infectar neurônios produtivamente e ser capaz de sobreviver nestas células entrando em latência, alguns pesquisadores acreditam que a dor do HZ e a NPH estaria associada ao efeito do vírus sobre as células neuronais infectadas. Porém nos últimos anos, vários trabalhos têm demonstrado em modelos de hipernocicepção neuropática não infecciosa que as modificações funcionais não são apenas um processo intrínseco dos neurônios, mas que neste fenômeno as células da glia, presentes tanto no Sistema Nervoso Central (células da glia na medula espinal) quanto no periférico (células satélites do gânglio da raiz dorsal - GRD), desempenham um importante papel. Neste sentido, tem-se descrito que as células da glia da medula espinal e células satélites do GRD contribuem para a indução e manutenção da dor crônica por meio da liberação de mediadores inflamatórios como IL-1², MIP-2,TNF-±, IFN-y, MCP-1, MIP-1² e PGE2 que podem sensibilizar diretamente os neurônios. Este ponto torna-se importante, visto que na resposta imune antiviral a produção destes mediadores inflamatórios é constantemente induzida pelo agente infeccioso, o qual, por sua vez, tem a sua eliminação efetivada por estes mesmos mediadores. Acredita-se que a infecção nos GRDs poderia então gerar um fenômeno inflamatório local com participação de células da glia, bem como de células da resposta imune que estariam infiltrando nos GRDs. Este fenômeno poderia estar relacionado não só com o combate à infecção viral, mas também com o desenvolvimento da NPH. A hipótese a ser estudada neste trabalho é que as células satélite nos GRDs e as células do sistema imune (neutrófilos, monócitos/macrófagos e linfócitos T CD8) seriam responsáveis pela criação de um ambiente inflamatório nos GRDs, induzindo e mantendo o estado nociceptivo. Neste sentido, este projeto visa estudar os mecanismos inflamatórios envolvidos no desenvolvimento e manutenção da hipernocicepção herpética e pós-herpética em um modelo murino induzido pelo Herpes Simplex Virus tipo 1. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Estudo explica por que pacientes com herpes-zóster sentem dor 

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
JAQUELINE RAYMONDI SILVA. Interações neuro-imunes envolvidas na gênese da hipersensibilidade nociceptiva herpética e pós-herpética. 2014. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Ribeirão Preto.

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