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Apoptose de linfócitos na imunossupressão da leishmaniose visceral em hamsteres infectados com Leishmania (Leishmania) chagasi

Beneficiário:

Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:

José Angelo Lauletta Lindoso

Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo: 07/06191-1
Vigência: 01 de novembro de 2008 - 28 de fevereiro de 2010
Assunto(s):

Imunossupressão

Leishmaniose visceral

Apoptose

Citocinas

Linfócitos

Resumo
Uma das conseqüências imunopatológicas mais importantes na leishmaniose visceral é a imunossupressão de células T caracterizada inicialmente por negativação do teste de hipersensibilidade do tipo tardio ao antígeno de Leishmania (teste de Montenegro) e pela ausência de resposta proliferativa a mitógenos e antígenos. Diferentes modelos experimentais são utilizados para o estudo da imunopatogenia da LV, no entanto hamster infectado desenvolve doença plenamente manifesta e é um bom modelo para o estudo da imunossupressão. Neste modelo, o perfil de citocinas produzidas parece não obedecer a um padrão que seria responsável pelo controle ou progressão da infecção, pois ocorre produção tanto de citocinas do padrão Th1 (IFN), quanto Th2 (IL4 e IL10) mensuradas por reação em cadeia da polimerase por transcriptase reversa. Diversos fatores estão implicados na imunossupressão da leishmaniose visceral, porém o mecanismo não está completamente esclarecido, podendo haver participação de outros fatores ou fenômenos, tais como a apoptose. Em leishmanioses, a apoptose acomete diferentes tipos celulares e pode participar ativamente da imunopatogenia da doença induzindo a imunossupressão e favorecendo a proliferação dos parasitos. Anteriormente, nós observamos que hamsteres infectados intraperitonealmente, com Leishmania (Leishmania) chagasi desenvolvem imunossupressão antígeno de Leishmania dependente já nas fases iniciais de infecção e esta imunossupressão perdura com a progressão da doença. Paralelamente, observamos aumento de apoptose em células esplênicas não aderentes, principalmente nos tempos iniciais de infecção (15 e 30 dias), o que poderia ser um fator importante para indução de imunossupressão, pela ocorrência de apoptose em células esplênicas não aderentes antígeno reativas. Ao mesmo tempo, observamos que o perfil de citocinas produzidas durante a infecção é similar nos tempos iniciais e finais de infecção. Hipotetisamos que a imunossupressão possa ocorrer em fases mais precoces, talvez no início da infecção (12 horas, 24 horas, 48 horas e 72 horas), ocorrendo apoptose em linfócitos T antígeno dependente ou ainda acometendo inicialmente células TH1 e sobrevivência de TH2, o que favoreceria a proliferação do parasito. Neste projeto avaliaremos a resposta proliferativa de células esplênicas de hamsteres com leishmaniose visceral, o perfil de citocinas produzidas quantitativamente, utilizando a reação em cadeia da polimerase em tempo real, produzidas por células esplênicas em cultura estimuladas com concanavalina A e antígeno de Leishmania e ainda o grau de apoptose nessas células nos vários tempos de infecção. (AU)
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