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O déficit da inibição como marcador de neuroplasticidade na reabilitação

Processo: 17/12943-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa SPEC
Vigência: 01 de fevereiro de 2018 - 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Felipe Fregni
Beneficiário:Felipe Fregni
Inst. do pesquisador visitante: Harvard University, Cambridge, Estados Unidos
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisadores principais:Koichi Sameshima ; Linamara Rizzo Battistella ; Marcel Simis
Pesq. associados:Jesus Enrique Garcia ; Jose de Oliveira Siqueira ; Luis Fernandez Lopez ; Luiz Antonio Baccalá ; Marta Imamura ; Paulo Sergio Panse Silveira ; Verónica Andrea González López
Assunto(s):Biomarcadores  Eletroencefalografia  Plasticidade neuronal  Estimulação magnética transcraniana 

Resumo

De acordo com a OMS, mais de um bilhão de pessoas no mundo possuem alguma deficiência, o que não é apenas uma questão de saúde pública, mas também de direitos humanos. Em 2015, o Global Burden of Diseases apresentou evidências epidemiológicas mundiais de que 74% do total de anos vividos com incapacidade estão relacionados a condições de saúde que podem ser beneficiadas pela reabilitação. Por essa razão, o desenvolvimento de novas terapias e pesquisas em reabilitação são um dos principais objetivos do Plano de Ação Global da OMS para 2014-2021. No entanto, o pouco conhecimento sobre os mecanismos biológicos envolvidos no processo de reabilitação é uma das principais limitações enfrentadas para a construção de um conhecimento sólido. Há evidencias de que a plasticidade cerebral é o mecanismo central envolvido no processo de recuperação funcional de pacientes com déficit de diferentes etiologias. Embora muito já se tenha avançado no entendimento da plasticidade cerebral, pouco foi incorporado na prática da reabilitação, principalmente pela escassez de desenhos de estudo que privilegiem a translação do conhecimento. Dessa forma, propõe-se um estudo em quatro grupos de sujeitos (com AVC, lesão medular, amputações e osteoartrose) visando a entender os mecanismos de neuroplasticidade envolvidos no processo de reabilitação motora, utilizando para isso as técnicas de EMT, fNIRS e EEG de alta densidade, antes e depois do período de reabilitação. Por meio deste projeto, espera-se obter um melhor entendimento dos mecanismos de neuroplasticidades envolvidos na reabilitação, e o desenvolvimento de biomarcadores neurofisiológicos "transdiagnósticos", os quais terão grande relevância para o aperfeiçoamento científico e terapêutico da reabilitação. (AU)

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