Auxílio à pesquisa 17/11985-9 - Aracnídeos, Aranhas - BV FAPESP
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Sistemática morfológica e molecular e biogeografia de aranhas Mygalomorphae da Mata Atlântica

Processo: 17/11985-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de março de 2018 - 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:José Paulo Leite Guadanucci
Beneficiário:José Paulo Leite Guadanucci
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro, SP, Brasil
Pesq. associados: Fernando Pérez Miles ; Rafael Prezzi Indicatti
Bolsa(s) vinculada(s):18/02842-2 - Análise filogeográfica de três espécies do gênero Idiops perty 1833 (Araneae, Idiopidae), BP.DR
Assunto(s):Aracnídeos  Aranhas  Mata Atlântica  Sistemática  Mygalomorphae 

Resumo

As aranhas Mygalomorphae estão atualmente divididas em 16 famílias, sendo que 11 delas ocorrem no território brasileiro: Actinopodidae, Barychelidae, Ctenizidae, Cyrtaucheniidae, Dipluridae, Idiopidae, Mecicobothriidae, Microstigmatidae, Nemesiidae, Paratropididae e Theraphosidae. As aranhas migalomorfas apresentam grande uniformidade morfológica, o que ocasiona grande dificuldade no estabelecimento de caracteres e, consequentemente, nas homologias. Ademais, os métodos tradicionais de delimitação de espécies são baseados em morfologia e, em muitas situações, apenas um sistema de características é utilizado, estando restrito a pequenos detalhes, que muitas vezes, são difíceis de quantificar. As migalomorfas apresentam uma limitada capacidade de dispersão, são geralmente sedentárias e com grande fidelidade ao local de estabelecimento do refúgio. Todos esses ingredientes tornam o reconhecimento de espécies e estudos de relacionamento filogenético tarefas bastante desafiadoras, que exigem a integração de diferentes linhas de evidência. Além disso, a baixa capacidade de dispersão torna essas aranhas susceptíveis a divergência populacional e, em última instância, à especiação por vicariância ou divergência parapátrica, constituindo objetos para estudos biogeográficos. Estudos recentes com opiliões e anuros apontam a porção sul e sudeste da Mata Atlântica como um grande mosaico de áreas de endemismo. Buscamos compreender a significância de caracteres morfológicos e moleculares em estudos de sistemática para Mygalomorphae, versando sobre o limite entre as espécies e como se integram as duas linhas de evidência, além de contribuir para o conhecimento acerca da evolução da biota da Mata Atlântica da região em questão. Para tal, destaco alguns gêneros, que apresentam distribuições coincidentes na Mata Atlântica das regiões Sul e Sudeste do Brasil, e que serão explorados com o desenvolvimento da presente proposta: Vitalius Lucas, Silva e Bertani, Grammostola Simon, Rachias Simon, Homoeomma Ausserer, Prorachias Mello-Leitão e Pycnothele Chamberlin. Cada um dos gêneros incluídos no projeto será abordado sob os contextos morfométrico, molecular e biogeográfico. Dessa forma, a intenção é engajar alunos de graduação, pós-graduação e pesquisadores, para que cada um deles desenvolva seus estudos em temas específicos e contribuam com o grupo que será formado (estabelecimento do Laboratório de Sistemática de Aranhas - UNESP Rio Claro). Esperamos gerar dados para publicações acerca da sistemática dos grupos estudados, da delimitação de espécies nessas aranhas e do uso de caracteres contínuos e morfométricos nas migalomorfas, bem como criar os subsídeos para estudos de biogeografia e futuros estudo moleculares (coleção de tecidos). (AU)

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