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Paromomicina no tratamento da Leishmaniose Tegumentar: investigação in vitro, in vivo e na identificação de marcadores moleculares associados à suscetibilidade e resistência

Processo: 16/21171-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de dezembro de 2017 - 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Adriano Cappellazzo Coelho
Beneficiário:Adriano Cappellazzo Coelho
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesq. associados:Danilo Ciccone Miguel ; João Marcelo Pereira Alves ; José Angelo Lauletta Lindoso ; Paulo Cesar Cotrim ; Silvia Reni Bortolin Uliana
Assunto(s):Paromomicina  Quimioterapia 

Resumo

As Leishmanioses são doenças parasitárias negligenciadas com ampla distribuição geográfica no Brasil que têm apresentado número crescente de casos em regiões urbanas nos últimos anos. A situação atual do tratamento das diversas formas clínicas de Leishmaniose representa uma das áreas críticas no manejo dessa parasitose, já que os medicamentos utilizados são de uso parenteral obrigatório, têm alto custo e induzem efeitos colaterais muitas vezes graves. O arsenal terapêutico disponível no Brasil limita-se aos antimoniais pentavalentes, anfotericina B e pentamidina. Nos últimos anos, dois fármacos foram aprovados como alternativas ao tratamento da Leishmaniose Visceral na Ásia: a miltefosina e a paromomicina. Diante deste quadro, propomos avaliar neste projeto a suscetibilidade à paromomicina in vitro de isolados de Leishmania provenientes de pacientes do estado de São Paulo e de cães do município de Embu-Guaçu, assim como sua eficácia in vivo em modelos experimentais de infecção com espécies causadoras de Leishmaniose Tegumentar no Brasil. Propomos ainda caracterizar molecularmente parasitos resistentes à paromomicina selecionados in vitro, objetivando identificar potenciais genes associados à suscetibilidade e resistência à paromomicina. Uma vez identificados, os genes serão validados funcionalmente através de técnicas de manipulação genética do parasito. Este estudo avaliará o potencial de utilização da paromomicina no tratamento das Leishmanioses no Brasil, além de contribuir para uma melhor compreensão do mecanismo de ação e de resistência da paromomicina que são pouco conhecidos, apesar da sua alta eficácia clínica no tratamento da Leishmaniose Visceral. (AU)