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Manipulando o circuito neural da defesa social

Processo: 16/18667-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de outubro de 2017 - 30 de setembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Anatomia
Pesquisador responsável:Simone Cristina Motta
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Hipotálamo  Manipulação genética 

Resumo

Comportamentos sociais são estratégias para garantir a estabilidade do grupo e a sobrevivência da espécie e, neste sentido, a defesa social tem um papel de destaque na manutenção da integridade tanto do indivíduo quanto do grupo. Entender como o encéfalo percebe os estímulos, os processa e escolhe as melhores respostas comportamentais é uma das questões chaves da Neurociência, sendo que o estudo da defesa social tem uma importância translacional particular, uma vez que frequentemente, em humanos, leva ao desenvolvimento de psicopatologias com embasamento neural ainda pouco conhecido. Paralelamente, a Neuroanatomia Funcional foi uma das áreas do conhecimento que mais apresentou avanços tecnológicos e científicos nos últimos anos, muito em decorrência das técnicas de manipulação genética que ampliaram a gama de perguntas científicas que podemos endereçar. Trabalhos anteriores de nosso laboratório, demostraram que núcleos hipotalâmicos específicos têm posição central na expressão da defesa social, no entanto, quais informações são relevantes e como estas chegam nesse circuito hipotalâmico ainda permanece desconhecido. Dessa forma, o objetivo deste projeto é instalar no Departamento de Anatomia, ICB, USP, a linha de pesquisa que busca elucidar os circuitos envolvendo a defesa social utilizando as técnicas do estado da arte de manipulação genética envolvendo animais transgênicos e vírus adeno-associados combinado as técnicas neuroanatômicas clássicas. Com isso, pretendemos: 1) fazer o etograma da defesa social em camundongos para identificar os padrões comportamentais e a ativação neural; 2) entender como informações sociais chegam ao circuito de defesa já conhecido; 3) estudar a possível influência do encurralamento no comportamento de defesa social. (AU)