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Variação interanual do balanço de gases de efeito estufa na Bacia Amazônica e seus controles em um mundo sob aquecimento e mudanças climáticas – Carbam: estudo de longo termo do balanço do carbono da Amazônia

Processo: 16/02018-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais - Temático
Vigência: 01 de setembro de 2017 - 31 de agosto de 2022
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências
Pesquisador responsável:Luciana Vanni Gatti
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Brasil). São José dos Campos, SP, Brasil
Pesq. associados: Allan Scott Denning ; Ana Paula Dutra de Aguiar ; Carlos Augusto Bauer Aquino ; Caroline Bentley Alden ; Christiane Silvestrini de Morais ; Demerval Soares Moreira ; Elliot Campbell ; Emanuel Gloor ; Ingrid Theodora van der Laan Luijkx ; Jean Pierre Henry Balbaud Ometto ; John Bharat Miller ; John Michael Melack ; Jonathan Barichivich ; Joseph Andrew Berry ; Jost Valentin Lavric ; Kenia Teodoro Wiedemann ; Liana Oighenstein Anderson ; Luana Santamaria Basso ; Luciano Marani ; Luiz Eduardo Oliveira e Cruz de Aragão ; Oliver Lawrence Phillips ; Osvaldo Luiz Leal de Moraes ; Paulo Nobre ; Plínio Carlos Alvalá ; Saulo Ribeiro de Freitas ; Steven Charles Wofsy ; Wouter Peters
Assunto(s):Mudança climática  Amazônia 

Resumo

O propósito principal deste projeto é determinar as consequências e efeitos do aumento da temperatura e variação climática no balanço de GEE da Bacia Amazônica, causando alterações nos processos de absorção de gás carbônico e emissão de metano pela floresta, bem os efeitos do aumento da pressão humana direta. Isto será realizado principalmente através da medição regular de perfis verticais de concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera sobre a bacia completando uma década de estudo de balanço de gases de efeito estufa na Bacia Amazônica. Em nosso trabalho, publicado recentemente na revista Nature (Gatti et al. 2014), foi demonstrado que o balanço de carbono da Amazônia é sensível a anos secos em comparação a anos úmidos. O período limitado coberto por nossos dados, no entanto, ainda não nos permitem dizer qual o balanço de carbono da Bacia Amazônica e como será nas próximas décadas. Nossa estratégia proposta é, portanto, continuar o método comprovado de medições regulares de perfis verticais de gases com efeito de estufa perfil em toda a bacia, para completar uma década, e expandi-lo com novas capacidades importantes. Primeiro, vamos adicionar medições de COS e 13CO2, o que permitirá uma melhor compreensão das alterações nas funções da floresta, excepcionalmente sob condições extremas. Além disso, propomos complementar as medidas já relatadas, com medidas de gases de efeito estufa com calibração automática contínuas em três torres (65 e 310 m). A análise dos dados vai contar com dois modelos de alta resolução regionais e dois modelos globais, modelos de vegetação terra de ultima geração, para simular CO2, COS e 13CO2, e três abordagens de modelagem inversa também de ultima geração. Juntas, essas múltiplas abordagens nos darão uma avaliação realista das incertezas de nossas estimativas do balanço dos gases de efeito estufa da Bacia Amazônica, bem como as suas tendências e controles em um mundo sob aquecimento e mudanças climáticas. (AU)