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Terapia gênica do câncer: alinhamento estratégico para estudos translacionais

Processo: 15/26580-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de maio de 2017 - 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Bryan Eric Strauss
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (ICESP). Coordenadoria de Serviços de Saúde (CSS). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:Eugenia Costanzi-Strauss ; Gilberto de Castro Junior ; Jose Alexandre Marzagão Barbuto ; Maria Lucia Zaidan Dagli ; Rodrigo Ramella Munhoz
Assunto(s):Terapia genética  Imunoterapia  Neoplasias  Modelos animais 

Resumo

O impacto do atendimento de pacientes com câncer para os sistemas de saúde pública está em contínuo aumento, em parte devido ao envelhecimento da população. Tratamento eficaz para o câncer ainda não é disponível apesar do desenvolvimento de novas e avançadas abordagens. Terapia gênica tem sido utilizada na clínica há mais de 25 anos e a sua aplicação para o tratamento do câncer tem mostrado vários sucessos, incluindo a recente aprovação pelo FDA de uma das modalidades de terapia gênica do câncer. No Brasil os estudos de terapia gênica estão bem encaminhados, mas a fim de chegar à aplicação clínica precisam de investimento considerável em pesquisa e infraestrutura. O Laboratório de Vetores Virais (LVV, ICESP, FMUSP) trabalha no desenvolvimento de uma imunoterapia contra melanoma baseada em vetores adenovirais portadores de p19Arf e interferon-², enquanto que o Laboratório de Terapia Gênica (LTG, ICB-USP) tem investido nas pesquisas de terapia gênica para câncer de pulmão desenvolvendo vetor adenoviral portador de dois genes supressores de tumor: CDKN2a (p16INK4a) e p53. Estes vetores adenovirais são capazes de retardar a progressão do tumor, induzem morte celular, particularmente o vetor portador de INF promove importante resposta imunológica antitumoral quando testado em modelos in vitro e in vivo de terapia gênica do câncer. Entretanto, estas abordagens precisam passar por rigorosas pesquisas pré-clínicas antes de serem candidatas a aplicação em protocolos clínicos. Esta proposta pretende preparar o caminho para estudos pré-clínicos através da implementação de três estratégias. Em primeiro lugar está o estabelecimento de produção de adenovírus com quantidade e qualidade adequadas para ensaios in vivo com relevância pré-clínica. A segunda estratégia inclui a continuação das investigações sobre os mecanismos de resposta celular e imunológica desencadeados pelo tratamento com os vetores adenovirais anticâncer, nesta meta serão realizadas análises em sistemas de cultura de células, tanto murinas quanto humanas, e também em modelos in vivo. A terceira estratégia está voltada a utilização de modelos animais clinicamente relevantes, incluindo modelos murinos condicionais e o modelo PDX (Patient Derived Xenograft), os quais serão empregados para demonstrar o mérito de nossas abordagens de terapia gênica do câncer. Este projeto irá garantir que o LVV e LTG atravessem a fronteira entre a investigação básica e clínica. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MEDRANO, RUAN F. V.; HUNGER, ALINE; CATANI, JOAO P. P.; STRAUSS, BRYAN E. Uncovering the immunotherapeutic cycle initiated by p19Arf and interferon-beta gene transfer to cancer cells: An inducer of immunogenic cell death. ONCOIMMUNOLOGY, v. 6, n. 7 2017. Citações Web of Science: 0.

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