Busca avançada

Conteúdo relacionado

LPS pré-natal e tratamento homeopático no desenvolvimento cerebral das proles de ratas: estudos materno, bioquímico, molecular e atividade mitocondrial em modelo animal de autismo

Processo: 15/25645-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2016 - 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Pesquisador responsável:Elizabeth Teodorov
Beneficiário:
Instituição-sede: Centro de Matemática, Computação e Cognição (CMCC). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André, SP, Brasil
Pesq. associados:César Augusto João Ribeiro ; Cideli de Paula Coelho
Assunto(s):Sistema nervoso central  Neuroimunomodulação  Comportamento animal  Biologia molecular  Homeopatia 

Resumo

Em Medicina Veterinária ainda não é consenso se animais de companhia possam ter autismo. Embora o autismo, clinicamente diagnosticado, seja raro em cães, é conhecido que se trata de transtorno idiopático. Assim, cães das raças Doberman, Pinscher e Pastor Alemão parecem ser mais susceptíveis à doença, apresentando comportamentos compulsivos, repetitivos (como perseguir o rabo, morder cobertores e partes do corpo) e este comportamento parece estar ligado a um gene comum para o transtorno obsessivo-compulsivo. Pesquisas revelam que alguns espectros do autismo (como em humanos) possam ser resultados de toxinas às quais os pais foram expostos, doenças bacterianas severas, ou ainda, por vacinação desnecessária. Faz-se igualmente importante a ação de mitocôndrias nesse cenário, visto que esta organela está intimamente relacionada a desordens psiquiátricas, na maioria dos casos em doenças neurodegenerativas, porém não se sabe o comportamento desta (possível disfunção?) em modelos de desordens neurológicas congênitas. Dentro do cenário de doenças provocadas por infecções bacterianas é conhecido que a administração de lipopolissacarídeo (LPS), constituinte da parede celular bacteriana, tem potencial em causar comportamento doentio no animal, revelado por alterações nos padrões de comportamentos reprodutivos e particularmente na interação social. Como modelo de autismo experimental validado, tem-se a administração de LPS no 9,5 dias da gestação de ratas porém são poucos os trabalhos cujo enfoque é se uma possível alteração do ambiente materno por conta da administração de LPS no início da gestação seria suficiente para modular cenários hormonal, molecular e comportamental nas mães e filhotes, e se algum tratamento realizado nesse período poderia reverter o quadro, particularmente em relação às alterações nas proles, que apresentam inabilidade social evidente.Para responder a esses vários questionamentos, esse projeto pretende utilizar um modelo de autismo experimental validado em nosso laboratório e avaliar padrões hormonais e de citocinas pré-inflamatórias como Il-1 e Il-6 (sabidamente envolvidas no autismo) comportamentais (performance reprodutiva, comportamento maternal, interação social das proles, testes de memória), função mitocondrial e molecular (Shank1, envolvido no autismo, nas regiões encefálicas substância cinzenta periaquedutal e córtex pré-frontal), bem como se o tratamento com Zincum metallicum nas potências 5CH e 30CH poderiam reverter possíveis prejuízos nas mães e nas proles. (AU)