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Aproveitamento do extrato residual de Artemisia annua l., resultante da extração do sesquiterpeno antimalárico, em aplicações cosméticas

Processo: 14/21549-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de dezembro de 2015 - 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Rosana Maria Alberici Oliveira
Beneficiário:Rosana Maria Alberici Oliveira
Empresa:Soraya El Khatib - EPP
Município: Campinas
Pesq. associados:Marcos Nogueira Eberlin ; Mary Ann Foglio
Auxílios(s) vinculado(s):16/10639-7 - Aproveitamento do extrato residual de Artemisia annua l., resultante da extração do sesquiterpeno antimalárico, em aplicações cosméticas, AP.PIPE
Bolsa(s) vinculada(s):15/25422-0 - Aproveitamento do extrato residual de Artemisia annua L., resultante da extração do sesquiterpeno antimalárico, em aplicações cosméticas, BP.TT
15/24761-6 - Aproveitamento do extrato residual de Artemisia annua L., resultante da extração do sesquiterpeno antimalárico, em aplicações cosméticas, BP.PIPE
Assunto(s):Cosmetologia  Sustentabilidade  Cosméticos  Artemisia annua  Extratos vegetais 

Resumo

A malária é a principal causa parasitária de mortalidade em todo o mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, onde implica sérios custos sociais e econômicos. Anualmente, cerca de 300 milhões de pessoas contraem a doença dos quais 1 milhão são acometidos por morte. Presente em regiões de clima quente, o mosquito Anopheles é amplamente distribuído por toda a África, Ásia e América Latina. No Brasil, a maioria dos casos de malária se concentra na região Amazônica, área endêmica da doença. Artemisia annua L., um arbusto que ocorre naturalmente na China e no Vietnã, tem sido utilizada pela medicina tradicional chinesa há vários séculos no tratamento de malária. Entre os metabólitos secundários isolados das espécies do gênero Artemisia, os mais característicos são as lactonas sesquiterpênicas, sendo a artemisinina (quinghaosu), a que apresenta eficiência no tratamento de casos de malária causadas pelo Plasmodium falciparum. A planta produz aproximadamente 1,2% de artemisinina por peso seco do material vegetal. A demanda mundial pela artemisinina cresceu nos últimos anos, devido a suas vantagens em relação a outros compostos antimaláricos, sendo seu uso recomendado pela OMS. No Brasil, o Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA-Unicamp), adaptou o cultivo da Artemisia annua L. às condições climáticas do sudeste brasileiro e patenteou um processo de obtenção dos extratos de artemisinina, que está sendo transformado em medicamento antimalárico. No processo de produção deste importante antimalárico é gerado um resíduo de extração significante com alta atividade farmacológica, o que motivou o objeto deste estudo. Entre os diversos compostos bioativos produzidos pela Artemisia annua L. destacam-se os flavonoides que são responsáveis por sua atividade antioxidante, além dos terpenos (monoterpenos, triterpenos e sesquiterpenos), em especial lactonas sesquiterpênicas, com atividades antimicrobiana e anti-inflamatória. Neste contexto, o objetivo principal deste projeto é desenvolver um produto cosmético com propriedades antioxidante, antimicrobiana e anti-inflamatória, relacionadas ao extrato residual de Artemisia annua L. resultante da extração de artemisinina para produção da droga antimalárica, levando a um melhor aproveitamento da planta. O Laboratório de Química de Produtos Naturais (CPQBA-UNICAMP) cultivará a planta, procederá a extração da artemisinina e fornecerá os extratos residuais. A prospecção de marcadores/princípios ativos, fundamental para a obtenção de novos produtos para a indústria cosmética, será realizada no Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas (IQ-UNICAMP). A S Distribuidora de Produtos Cosméticos será responsável pelos ensaios de formulação com incorporação do extrato residual padronizado a uma base de creme. O produto final, contendo diferentes concentrações do extrato residual, será submetido aos testes de estabilidade, atividades antioxidante, antimicrobiana e anti-inflamatória, assim como a testes pré-clínicos realizados pela S Distribuidora. Testes de eficácia e segurança serão realizados pela Allergisa (serviço terceirizado). Uma vez comprovadas a eficácia e segurança, outros produtos poderão ser formulados, tais como produtos para cabelo e tratamento labial para atender o público com pré-disposição para desenvolver alterações dermatológicas.Através deste projeto, a S Distribuidora busca inovar ao desenvolver um novo produto cosmético sustentável com o máximo aproveitamento do extrato residual padronizado por espectrometria de massas, ingredientes de fontes renováveis, eficácia e segurança comprovadas, e que apresenta grande potencial econômico, no âmbito dos mercados nacional e internacional. (AU)

Matéria(s) publicada(s) no blog Pesquisa para Inovação FAPESP sobre o auxílio:
Empresa desenvolverá repelente natural ao <i>A. aegypti</i>