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Escravo, africano, negro e afrodescendente: a representação do negro no contexto pós-abolição e o mercado de materiais didáticos (1997-2012)

Processo: 15/03852-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de junho de 2015 - 31 de maio de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Lúcia Helena Oliveira Silva
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis, SP, Brasil
Assunto(s):Identidade 

Resumo

A experiência escravocrata brasileira influenciou a formação da sociedade brasileira, sendo os afro-descendentes a parcela mais afetada pela instituição escravista. O presente trabalho propõe uma reflexão acerca das representações possíveis, presentes em manuais didáticos, com relação a um tema fundamental quando se pensa em valorização da historiografia do negro brasileiro: o período pós-abolição. Apesar da escolha de um período, pretende-se não perder a perspectiva de outros temas fundamentais dessa historiografia, tais como o período da escravidão e das rebeliões escravas. A proposta se justifica por pelo menos dois motivos: 1) os livros didáticos são objetos de ampla inserção na sociedade brasileira contemporânea, e seu conteúdo tem sido amplamente criticado, a partir da abertura política do país; além disso, é inegável que o conteúdo do livro didático molda a noção de História dos cidadãos de uma sociedade; 2) os movimentos negros têm reivindicado a inserção e/ou renovação dos conteúdos que possam constituir identidades positivas, e um resultado parcial seria a aprovação da Lei 10.639/03. Ao longo da pesquisa, tentar-se-á evidenciar, também, a crescente importância econômica e pedagógica que tem circundado os materiais didáticos brasileiros, considerados o principal produto mercadológico das empresas editorias, que possuem como maior comprador de seus produtos o governo brasileiro. Metodologicamente, optou-se pela análise de conteúdo, pautado nas discussões de Eni Pulcinelli Orlandi, e pelo conceito de representação de Roger Chartier; acredita-se que esses dois referenciais teóricos possam tornar visíveis as possíveis apreensões dos leitores de livros didáticos a respeito de um período historiográfico fundamental para o segmento negro da sociedade brasileira. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
A representação do negro no livro didático