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Urbanização dispersa e mudanças no tecido urbano. Estudo de caso: estado de São Paulo

Pesquisador responsável:

Nestor Goulart Reis Filho

Beneficiário:

Instituição: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Processo: 02/07742-8
Vigência: 01 de setembro de 2003 - 31 de maio de 2008
Bolsa(s) vinculada(s):06/57809-2 - Urbanização dispersa e mudanças no tecido urbano. estudo de caso: Estado de São Paulo, BP.TT
04/13182-0 - Loteamentos fechados e condomínios: estudo sobre a configuração da urbanização na Serra da Cantareira, BP.IC
04/10697-0 - Conjuntos urbanísticos com funções institucionais de usos múltiplos e razões para sua localização em áreas de urbanização dispersa. Estudo de caso: regiões de governo de São José dos Campos e Taubaté, BP.IC
+ mais bolsas vinculadas 04/08684-7 - Urbanização dispersa e mudanças no tecido urbano, estudo de caso: estado de São Paulo, BP.TT
04/04257-7 - Urbanização dispersa, regionalização do mercado de trabalho e dinâmica industrial do complexo aeroespacial da região de São José dos Campos, BP.MS
04/01006-3 - As formas condominiais no rural e no urbano. Estudo do caso: regiões de governo de São José dos Campos e Taubaté, BP.IC
04/00876-4 - Rodovia - eixos polarizadores de novas tipologias do tecido urbano. Estudo do caso: área oeste da região metropolitana de São Paulo, BP.IC
04/02135-1 - Urbanização dispersa e mudanças no tecido urbano: estudo de caso - estado de São Paulo, BP.TT
04/02134-5 - Urbanização dispersa e mudanças no tecido urbano, estudo de caso: estado de São Paulo, BP.TT
04/01028-7 - Novas configurações urbanas nas regiões de governo de São José dos Campos e Taubaté com enfoque no setor de comércio e serviços, BP.IC
04/01008-6 - Urbanização dispersa e mudanças no tecido urbano: estudo de caso - estado de São Paulo, BP.TT
04/00291-6 - Modelagem espacial de dispersão urbana e mobilidade inter e intra-regional: o caso de São José dos Campos, BP.PD
03/13356-6 - Mobilidade cotidiana como indutor da dispersão urbana. Estudo de caso: São José dos Campos, BP.IC
02/00717-8 - Tendências urbanas e tipologias de habitações metropolitanas, BP.PD - menos bolsas vinculadas
Resumo
Nosso objetivo principal é estudar o modo como estão ocorrendo mudanças no processo de urbanização (1) Brasil, com ênfase no estado de São Paulo, a partir da década de 70, em especial nas áreas metropolitanas, sob a perspectiva do urbanismo e da arquitetura. Além da área metropolitana de São Paulo, serão focalizadas as de Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba, tendo como ponto de partida a de Campinas. Essas mudanças ocorrem: com o que tem sido chamado de urbanização dispersa e a conseqüente regionalização do cotidiano nos modos de vida da população, que adquire maior mobilidade, organizando seu cotidiano em escala metropolitana e inter-metropolitana, envolvendo diversos municípios nas relações entre espaços públicos e privados, com o surgimento de espaços de uso coletivo, com formas condominiais diversificadas; na organização do mercado imobiliário, com o surgimento de empreendimentos de usos múltiplos; nos padrões de projetos, com novas formas de conjuntos urbanísticos, que pretendem dar conta das mudanças acima indicadas. Estas tendem a tornar obsoletos os padrões correntes de controle do Estado (em todos os seus níveis), sobre o espaço urbano, sobre as formas de sua produção e gestão. Da mesma forma, tendem a tornar obsoletas as formas tradicionais de participação profissional dos arquitetos. Sabemos que processos semelhantes estão ocorrendo em muitos dos países mais industrializados, que apresentam índices elevados de urbanização. Nosso objetivo é estudar as formas específicas que estas mudanças estão adquirindo no estado de São Paulo e contribuir para a busca de alternativas para seu enfrentamento, em termos de políticas públicas e políticas de atuação profissional. Nossa hipótese mais geral é que a urbanização dispersa, para ser compreendida e explicada, do ponto de vista dos arquitetos, deve ser estudada em duas escalas ou âmbitos distintos e interligados: 1) a primeira é a da área metropolitana, que vem mostrando uma dispersão crescente de núcleos ou pólos, entremeadas de vazios e uma freqüente redução de densidades de ocupação, no todo e em partes importantes (inclusive em partes do tecido tradicional), formando o que alguns autores chamam de nebulosa urbana (MUNARIN; TOSI, 2001); 2) a segunda é a do tecido urbano, ou seja, o modo pelo qual se definem as relações físicas. O conceito de urbanização, neste caso, refere-se à constituição das áreas urbanas, à constituição do tecido urbano, jurídicas entre espaços públicos e espaços privados de propriedade ou posse privada, entre espaços de uso privado e de uso coletivo, sejam estes de propriedade pública ou de propriedade privada. Estamos analisando ambas as escalas do ponto de vista do espaço intra-urbano. Na escala do tecido urbano é que se definem a propriedade (posse) do espaço urbano, a produção material, bem como a apropriação, uso e transformação desse espaço. Ora, essas relações se definem no projeto e nas obras (produção material do espaço), que utilizamos como base empírica. Para uma abordagem preliminar, podemos registrar que a dispersão urbana pode ser caracterizada: a) pelo esgarçamento do tecido urbano dos principais centros; b) pela formação de constelações ou nebulosas de núcleos urbanos de diferentes dimensões, integrados em uma área metropolitana ou em um conjunto ou sistema de áreas metropolitanas; c) pela transformação do sistema de vias de transporte inter-regionais (ferroviários e rodoviários) em apoio ao transporte diário intra-metropolitano de passageiros; d) pela adoção de modos metropolitanos de consumo, também eles dispersos pela área metropolitana ou sistema de áreas metropolitanas, como já ocorre em São Paulo. As mudanças nos modos de organização do tecido urbano podem ser caracterizadas: a) pelo uso freqüente de princípios do urbanismo do Movimento Moderno, em empreendimentos do capital privado; b) destinados aos setores de renda média e alta; c) para usos habitacionais, comerciais, industriais, de lazer ou cultura; d) geralmente com usos múltiplos; e) gerando novas centrais idades e f) com formas condominiais complexas. (AU)

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