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Política e literatura: Antonio Gramsci e a crítica italiana

Pesquisador responsável:

Alvaro Gabriel Bianchi Mendez

Beneficiário:

Instituição: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Teoria Política
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Processo: 12/19065-2
Vigência: 01 de novembro de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):

Literatura

Política

Ideologia política

Resumo
O livro trata da relação entre política e literatura nos escritos carcerários de Antonio Gramsci, redigidos entre 1929 e 1935, em especial nos Cadernos 21 e 23. O objetivo é reconstruir a trajetória reflexiva do marxista sardo sobre o tema, que pensa o universo literário em íntima conexão com a história da vida política italiana e europeia desde o século XIX. Apesar disso, não perde de vista ideia de que os Cadernos do Cárcere em geral fizeram parte de um esforço de Gramsci para, ao mesmo tempo, sobreviver às condições precárias de vida na prisão. Composto por um conjunto de ensaios, o livro busca estabelecer conexões possíveis entre os escritos carcerários sobre o intelectual orgânico moderno e a vida política partidária com aqueles sobre o "retorno a Francesco De Sanctis", como modelo de crítico literário da filosofia da práxis, em oposição à figura de Benedetto Croce. A contradição entre o literato e o político é retomada como ponto de partida para compreender o nascimento do "especialista + político". Recupera, ainda, a ideia de literatura nacional-popular em Gramsci, como centro articulador do estudo do modo de vida moderno e representante dos impasses da experiência histórica da formação dos Estados nacionais. (AU)

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