FAPESP Logo

Transcriptoma do dermatófito Trichophyton rubrum em resposta ao antifúngico transchalcona em condições de cultivo que simulam a infecção da pele humana

Pesquisador responsável:

Ana Lucia Fachin Saltoratto

Beneficiário:

Instituição-sede da pesquisa: Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP). Campus Ribeirão Preto. Ribeirão Preto, SP, Brasil
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo: 12/03845-9
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 31 de dezembro de 2014
Bolsa(s) vinculada(s):12/22342-8 - Transcriptoma do dermatófito Trichophyton rubrum em resposta ao antifúngico transchalcona em condições de cultivo que simulam a infecção da pele humana, BP.TT
Assunto(s):

Chalconas

Virulência

Resumo
O dermatófito Trichophyton rubrum (T.rubrum) é o agente causador mais freqüente de dermatomicoses superficiais no Brasil e no mundo. Os dermatófitos são adaptados a crescerem na unha, pele e cabelo pelo uso de uma variedade de proteínas do hospedeiro (principalmente queratina) como nutriente. Para entender a complexa interação do fungo com o hospedeiro pode-se identificar os genes diferencialmente expressos por microarray simulando a infecção da pele humana através da utilização de meio de cultura mínimo incluindo a queratina (infecção superficial) ou elastina (infecção profunda) como fonte de proteína. Por outro lado, apesar da importância das micoses, somente um número limitado de drogas antifúngicas está disponível atualmente no mercado devido à falta de alvos adequados, pois alguns são também muito tóxicos em humanos. Dentre as novas abordagens moleculares, a ferramenta de microarray pode ser útil para obter uma visão global dos efeitos mediados por novas drogas antifúngicas com alvos diferenciados. Evidências recentes sugerem que a enzima ácido graxo sintase (FAS) que catalisa a síntese de acido graxo, apresenta um grande potencial como novo alvo antifúngico. As chalconas são flavonóides produzidos pelo metabolismo secundário das plantas e são inibidores naturais da FAS e apresentam várias atividades biológicas interessantes, principalmente antimicrobiana e antifúngica (por exemplo, CIM de 12 a 18 µg/mL contra Microsporum canis, T.mentagrophytes e T.rubrum). O estudo dos inibidores naturais da FAS foi alvo do nosso grupo de pesquisa (Processo Fapesp 2009/12419-0), sendo que a transchalcona apresentou atividade antifúngica muito mais pronunciada contra T.rubrum (CIM de 7,5µg/ml) que os controles utilizados, fluconazol (CIM=63µg/ml) e inidor da ácido graxo sintase cerulenina (CIM= 125µg/ml). Quanto ao mecanismo de ação a transchalcona reduziu o conteúdo de ergosterol e regeneração dos protoplastos, mostrando que ela causou dano na membrana. Além disso, em experimentos de PCR quantitativo (real time) a transchalcona reprimiu o gene FAS1 e o gene ERG6, envolvidos na síntese de acido graxo e ergosterol, respectivamente. Estes resultados reforçam que a transchalcona é promissora para o desenvolvimento de novos antifúngicos, pois este composto parece atuar em vários alvos na célula, interferindo na síntese da parede celular, ácido graxo e ergosterol. Dessa forma, o presente projeto tem como objetivo avaliar o perfil transcricional de T.rubrum por microarray na presença de transchalcona em condições de cultivo que simulam a infecção (meio mínimo suplementado com queratina e elastina). (AU)

CDi/FAPESP - Centro de Documentação e Informação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

R. Pio XI, 1500 - Alto da Lapa - CEP 05468-901 - São Paulo/SP - Brasil
cdi@fapesp.br - Converse com a FAPESP