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Estudo randomizado e controlado para avaliar a eficácia da terapia ocupacional na reabilitação de funções executivas em pacientes com esquizofrenia refratária

Pesquisador responsável:

Helio Elkis

Beneficiário:

Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo: 12/01382-1
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 28 de fevereiro de 2015
Assunto(s):

Reabilitação

Esquizofrenia

Resumo
Estudos recentes estimam que grande parte dos pacientes com esquizofrenia apresentam prejuízos cognitivos significantes quando comparados com pessoas saudáveis. Os déficits cognitivos como atenção, memória e principalmente funções executivas são os domínios fortemente prejudicados em portadores de esquizofrenia. Tais déficits são fortes preditores de resultados funcionais a longo prazo, tais como desempenho nas atividades básicas e instrumentais de vida diária, atividades sociais e profissionalizantes mais do que os sintomas positivos e negativos.O tratamento psicofarmacológico pode ser efetivo nos sintomas positivos e previnem recaídas mas não tem o mesmo impacto nos prejuízos cognitivos, negativos e funcionais. Algumas evidências sugerem que a combinação psicofarmacológica e psicossocial podem ser eficazes na melhora de certas dimensões específicas da psicopatologia da esquizofrenia. O objetivo do presente trabalho é avaliar a eficácia da terapia ocupacional baseada no programa estruturado Occupational Goal Intervention ma melhora de funções executivas de pacientes com esquizofrenia refretária através de um estudo unicêntrico, randomizado, simples cego e controlado, com duração de um ano, incluíndo o follow-up. O estudo será conduzido em dois grupos: um receberá terapia ocupacional baseado no programa estruturao Occupational Goal Intervation (N=30)e o grupo controle (N=30) será um grupo de atividades artesanais de livre escolha sem intervenção ativa dos terapeutas. Serão avaliados aspectos psiquiátricos, neuropsicológicos e funcionais no início, após 30 sessões e 6 meses após o término da intervenção. A escala a ser utilizada na avaliação psiquiátrica é a PANSS(para monitoramentodos sintomas psicopatológicos durante o estudo). As escalas BADS, DAFS-BR e ILSS-BR avaliarão respectivamente funçoes executivas, funcionalidade e atividades básicas e instrumentais de vida diária. A avaliação neuropsicológica contará com uma bateria que mede atenção, funçoes executivas, memória e eficiência intelectualestimada. Para a análise estatística será utilizada a ANOVA para dados de medidas repetidas e também serão calculadas medidas de eficácia clínica, como tamanho de efeito e número necessário de tratar. (AU)

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