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Plasma Von Willebrand factor as a predictor of survival in Pulmonary arterial hypertension associated with congenital heart disease

Pesquisador responsável:

Antonio Augusto Barbosa Lopes

Beneficiário:

Instituição: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Processo: 11/17761-9
Vigência: 01 de outubro de 2011 - 31 de março de 2012
Resumo
Biomarcadores têm sido caracterizados na hipertensão arterial pulmonar (HAP), mas menos frequentemente em formas específicas da doença como naquela associada a cardiopatias congênitas (HAP-CCg). Decidimos avaliar os níveis plasmáticos de oito marcadores de disfunção microvascular em HAP-CCg, e explorar possíveis associações com a sobrevida dos pacientes. Um grupo de 46 pacientes considerados não cirúrgicos (idade de 15,0 a 60,2 anos, mediana 33,5 anos, relação entre gêneros F:M 29:17) foi seguido prospectivamente por 0,7 a 4,0 anos (mediana 3,6 anos). Níveis plasmáticos do fator de von Willebrand (VWF:Ag), ativador tecidual do plasminogênio e seu inibidor, selectina P, proteína C reativa, fator de necrose tumoral tipo alfa, e interleucinas 6 e 10 foram avaliados na condição basal, e 30, 90 e 180 dias em todos os indivíduos. Os níveis de seis dessas proteínas estiveram significantemente aumentados comparativamente aos controles (13% a 106% de aumento, p<0,003). Em pacientes, a resposta inflamatória predominante foi do tipo Th2 (interleucina 10, 2,06 vezes acima do normal, p=0,0003). Níveis elevados de quatro proteínas estiveram relacionados à índices de gravidade da doença (p<0,05). Sete pacientes faleceram durante o seguimento. Um nível médio de VWF:Ag (média de quatro determinações sucessivas) acima do limite correspondente ao percentil 95% dos controles associou-se a maior risco de desfecho fatal (razão de risco 6,56, com intervalo de confiança de 95% de 1,46 a 29,4, p=0,014). O risco não foi modificado pela inclusão, no modelo estatístico, de variáveis demográficas, funcionais e relacionadas a tratamentos. A razão de risco manteve-se de 5,75 a 8,45 (p<0,03).Conclui-se que em HAP-CCg, a disfunção microvascular está presente, e parece envolver resposta inflamatória, semelhantemente ao que ocorre na forma idiopática da HAP. Entre os biomarcadores estudados, o VWF:Ag aparece como preditor independente de mortalidade. (AU)

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