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Paleoclima do quaternário tardio brasileiro a partir das razões isotópicas de oxigênio e carbono em espeleotemas

Processo: 06/06761-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de maio de 2007 - 31 de julho de 2011
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências
Pesquisador responsável:Francisco William da Cruz Junior
Beneficiário:Francisco William da Cruz Junior
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):09/12902-3 - Variabilidade do Sistema de Monções de verão durante o Holoceno na Região Centro-Oeste do Brasil, com base em registros paleoclimáticos de espeleotemas, BP.MS
09/11572-0 - Paleoclima do quaternário tardio brasileiro a partir das razões isotópicas de oxigênio e carbono em espeleotemas, BP.TT
09/11150-8 - Paleopluviosidade associada ao Sistema de Monções de verão durante o quaternário tardio e Holoceno no Norte de Minas Gerais, BP.IC
08/01997-0 - Aplicação das razões isotópicas de oxigênio e carbono de espeleotemas ao estudo paleoclimático nos estados de Sergipe e Bahia durante o quartenário tardio, BP.MS
07/00686-9 - Paleoclima do quartenário tardio brasileiro a partir das razões isotópicas de oxigênio e carbono em espeleotemas, BP.JP
Assunto(s):Geoquímica  Clima de monção  Isótopos estáveis  Paleoclimatologia  Brasil  Mudança climática 
Publicação FAPESP:http://media.fapesp.br/bv/uploads/pdfs/Contribuições...climáticas_102_123_123.pdf

Resumo

Registros das razões isotópicas de oxigênio e carbono em espeleotemas, datados pelo método U/Th, consolidaram-se nos últimos anos como um dos melhores indicadores paleoclimáticos de regiões (sub) tropicais. Nesse contexto, o Brasil é um dos países com maior potencial para tais estudos isotópicos. Primeiro, por que possui cavernas geograficamente bem distribuídas em grande amplitude latitudinal. Segundo, porque resultados, de estudos preliminares demonstraram, de forma inédita, como variações de insolação, devido aos mecanismos, de precessão (ciclos de ~ 23 mil anos) e obliqüidade (ciclos de ~ 40 mil anos), produzem mudanças no regime de chuvas e temperatura no sul-sudeste do Brasil, durante o quaternário tardio. Além disso, constatou-se que o clima passado dessa região foi também significativamente impactado por mudanças paleoclimáticas, em escala milenial, documentadas em alta latitude, especialmente durante os eventos Heinrich. O presente projeto visa ampliar estes estudos para diferentes áreas no Brasil tropical, tendo em vista caracterizar variações regionais e temporais do clima durante o pleistoceno tardio e holoceno. O trabalho possui como metas: 1) investigar como as monções de verão respondem às variações de insolação de verão, entre outros mecanismos, que afetam a circulação atmosférica em larga-escala na América do Sul; 2) discutir a importância e variabilidade de fenômenos climáticos de mais alta freqüência temporal associado a variações da temperatura da superfície marinha (TSM), como EI Niño-Oscilação Sul (ENOS) e Oscilações do Atlântico Norte (OAS). Em paralelo ao estudo paleoclimático, pretende-se também monitorar a composição isotópica (O e H) e parâmetros hidroquímicos (principais cátions e ânions, parâmetros físico-químicos) da água meteórica que participa na formação de espeleotemas, tendo em vista guiar a interpretação do sinal climático de espeleotemas antigos. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o auxílio:
Histórias de águas antigas 

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
NOVELLO, VALDIR F.; CRUZ, FRANCISCO W.; KARMANN, IVO; BURNS, STEPHEN J.; STIRKIS, NICOLAS M.; VUILLE, MATHIAS; CHENG, HAI; EDWARDS, R. LAWRENCE; SANTOS, ROBERTO V.; FRIGO, EVERTON; BARRETO, ELINE A. S. Multidecadal climate variability in Brazil's Nordeste during the last 3000 years based on speleothem isotope records. Geophysical Research Letters, v. 39, DEC 12 2012. Citações Web of Science: 28.

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