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Idolatria da embriaguez e os vícios dos índios na conquista da América

Processo: 11/50270-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de junho de 2011 - 31 de maio de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História da América
Pesquisador responsável:Henrique Soares Carneiro
Beneficiário:Henrique Soares Carneiro
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):América Colonial  História cultural  Índios 

Resumo

Analisamos visões e políticas que associam a embriaguez a idolatria dos índios da Nova Espanha e Peru entre os séculos XVI e XVII. As medicinas (que embriagam) seriam retidas como elementos essenciais da "falsa religião" dos "mexicanos e peruanos". Usadas em "cerimônias", "feitiçarias" e "superstições", as drogas poderiam inclusive ser adoradas como "divindades". A embriaguez como mal costume ou caminho para outros vícios, também favoreceria as falhas dos "bárbaros" na ciência da natureza. Enquanto que na interpretação das "visões" dos índios, ficam expostos os parâmetros da ciência demonológica europeia. As principais fontes do estudo são os tratados de religiosos e missionários como Bartolomeu de Ias Casas, Bernardino de Sahagún, Diego Durán, José de Acosta, clérigos "extirpadores da idolatria" como Hernando Ruiz de Alarcón e Pablo José de Arriaga, médicos como Francisco Hernández e Juan de Cárdenas. Também utilizamos obras de indígenas cristianizados, especialmente Felipe Guaman Poma de Ayala. Numa imposição religiosa e moral, os discursos coloniais compõem estereótipos para a interdição dos hábitos locais e para o controle social. Contudo, também revelam certas maneiras de aprender com o "outro" e de refletir sobre a embriaguez na conquista da América. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
A embriaguez na conquista da América