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Perfil nutricional e metabólico de índios Kisêdjê

Pesquisador responsável:

Suely Godoy Agostinho Gimeno

Beneficiário:

Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo: 10/52263-7
Vigência: 01 de março de 2011 - 28 de fevereiro de 2013
Assunto(s):

Doenças infecciosas

Doença crônica

Prevenção de doenças

Estado nutricional

Metabolismo

Índios

Resumo
Os indígenas atravessam um complexo processo de transição epidemiológica, no qual, ainda que as doenças infecciosas e parasitárias persistam como importante causa de óbito, nota-se, paralelamente, um aumento expressivo de doenças crônicas não transmissíveis. Publicações recentes mostraram que, entre os povos indígenas do Alto Xingu, as prevalências de excesso de peso, obesidade central e dislipidemias são todas superiores a 60% (maiores que as da população brasileira), e que pelo menos 15% desses indivíduos já apresentam síndrome metabólica. Os Suyá ou Kisêdje (como se autodenominam) são um povo de língua Jê que vive na área central do Parque Indígena do Xingu. Em 1999, a partir de dados de um estudo transversal realizado entre esses sujeitos, observaram-se elevadas porcentagens de índios adultos com excesso de peso (46,5%), obesidade central (38,4%), dislipidemia (63,9%) e síndrome metabólica (21,9%). Na atualidade, com a intensificação do contato com a sociedade não-índia local, com o aumento do número de índios que exercem atividade profissional remunerada e o maior acesso a produtos e bens de consumo, é possível supor que este quadro tenha se deteriorado. Assim, dentro desse contexto, esta investigação tem como objetivos principais descrever o perfil nutricional e metabólico de índios Kisêdje que habitam a região central do Parque Indígena do Xingu e verificar a existência de relações entre o estado nutricional, a taxa de metabolismo de repouso, o grau de atividade física, parâmetros bioquímicos indicativos da presença de síndrome metabólica com a condição sócio-econômica desses sujeitos. (AU)
Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Aumentam as doenças crônicas entre indígenas do Xingu

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MAZZUCCHETTI, LALUCHA; DE OLIVEIRA GALVAO, PATRICIA PAIVA; DA SILVA TSUTSUI, MARIO LUIZ; DOS SANTOS, KENNEDY MAIA; RODRIGUES, DOUGLAS ANTONIO; MENDONCA, SOFIA BEATRIZ; AGOSTINHO GIMENO, SUELY GODOY. Incidence of metabolic syndrome and related diseases in the Khisedje indigenous people of the Xingu, Central Brazil, from 1999-2000 to 2010-2011. Cadernos de Saúde Pública, v. 30, n. 11, p. 2357-2367, NOV 2014. Citações Web of Science: 0.
KENNEDY MAIA DOS SANTOS; MARIO LUIZ DA SILVA TSUTSUI; PATRÍCIA PAIVA DE OLIVEIRA GALVÃO; LALUCHA MAZZUCCHETTI; DOUGLAS RODRIGUES; SUELY GODOY AGOSTINHO GIMENO. Grau de atividade física e síndrome metabólica: um estudo transversal com indígenas Khisêdjê do Parque Indígena do Xingu, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, v. 28, n. 12, p. 2327-2338, Dez. 2012.
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