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Sistemática, taxonomia e biogeografia de aves neotropicais: os Cracidae como modelo

Processo: 07/56378-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2008 - 31 de outubro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Luís Fábio Silveira
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Aves  Cracidae  Sistemática  Biogeografia 

Resumo

Estudos ao nível de espécie são fundamentais na medida em que fornecem a base para estudos de sistemática, ecologia e biogeografia, entre outros. Com a crescente adoção, entre os ornitólogos, da escola de sistemática filogenética, o conceito filogenético de espécie vem sendo cada vez mais aplicado nos estudos de taxonomia. Como conseqüência imediata, o número de espécies vem sendo continuamente modificado. O conceito filogenético procura delimitar as espécies por meio da observação de populações com uma mesma combinação concordante de caracteres, delineando unidades taxonômicas monofiléticas, que podem ser imediatamente utilizadas em estudos cladísticos, sendo mais robusto, confiável, operacional e testável do que o conceito biológico. Por apresentarem diversos problemas de taxonomia alfa, de definição e diagnose dos gêneros e subfamílias, um padrão de distribuição geográfica extremamente interessante e uma série de dificuldades para a sua conservação, os representantes da família Cracidae apresentam-se, entre as aves neotropicais, como um dos grupos mais promissores para a realização de estudos em taxonomia. A família Cracidae é composta por oito gêneros e cerca de 50 espécies, que podem ser encontradas desde o extremo sul da região Neártica até o sul do Uruguai. A taxonomia alfa dos Cracidae é reconhecidamente confusa, apresentando vários problemas. A falta de precisão na definição dos táxons terminais e o insuficiente conhecimento da distribuição geográfica dos Cracidae trazem problemas para outros estudos, como os de biogeografia, prejudicando a análise dos modelos que tentam explicar a diversidade da avifauna sul-americana. A família Cracidae é também considerada como a que possui o maior número de espécies ameaçadas de extinção. A correta definição dos táxons é crucial para a conservação das aves e o sucesso dos esforços conservacionistas está intimamente ligado a uma taxonomia que reflita precisamente a diversidade. Este trabalho, portanto, é importante na medida em que novos endemismos e espécies ameaçadas de extinção podem ser revelados, ocorrendo em áreas que até então podem não ter sido objeto de maior atenção para a conservação. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o auxílio:
A gaiola que salva 
Novas aves da Amazônia 

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
GRELLET-TINNER, GERALD; MURELAGA, XABIER; LARRASOANA, JUAN C.; SILVEIRA, LUIS F.; OLIVARES, MAITANE; ORTEGA, LUIS A.; TRIMBY, PATRICK W.; PASCUAL, ANA. The First Occurrence in the Fossil Record of an Aquatic Avian Twig-Nest with Phoenicopteriformes Eggs: Evolutionary Implications. PLoS One, v. 7, n. 10 OCT 17 2012. Citações Web of Science: 11.

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