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Instituto Nacional de Análise Integrada de Risco Ambiental

Processo: 08/57717-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de março de 2009 - 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Convênio/Acordo: CNPq - INCTs
Pesquisador responsável:Thais Mauad
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Auxílios(s) vinculado(s):15/01204-4 - Equipamento multiusuário concedido no projeto 08/577717-6: Virtangio, AP.EMU
14/05209-8 - 9th International Conference on air quality - science and application, AR.EXT
13/17874-3 - 8th world congress on developmental origins of health and disease, AR.EXT
13/12660-5 - Environment and health - bridging south, north, east and west conference of ISEE, ISES and ISIAQ, AR.EXT
13/06863-0 - Anacardic acids from Cashew nuts Ameliorate Lung damage induced by Exposure to diesel Exhaust particles in mice, PUB.ART
Bolsa(s) vinculada(s):12/23334-9 - Efeito da exposição ao material particulado atmosférico no desenvolvimento da lesão pulmonar aguda (LPA) induzida por LPS, BP.MS
11/01253-4 - Ação do material particulado fino (MP2.5 ) nas alterações do perfil de expressão gênica na carcinogênese de pulmão, BP.PD
Assunto(s):

Poluição atmosférica

Risco ambiental

Resumo
A saúde ambiental é uma das áreas onde existe uma grande distância entre o conhecimento e a ação. Existe uma quantidade considerável de evidências que relacionam consequências adversas à saúde à poluição, embora as ações efetivas e as políticas públicas se confrontem com necessidades econômicas, com a necessidade da criação de empregos e com conflitos entre os atores envolvidos. A distância entre o conhecimento e as ações efetivas é maior nos países em desenvolvimento, onde é grande a necessidade do crescimento econômico e onde a avaliação e a percepção do risco são menos desenvolvidas. A equipe de pesquisa envolvida na presente proposta acredita que um dos elos mais fracos da cadeia de eventos do desenvolvimento econômico é o impacto na saúde de algumas decisões econômicas em termos de alternativas de energia e de sua sustentabilidade. Devido ao fato do Brasil ainda possuir grandes áreas inexploradas em seu território, a pesquisa ambiental se concentra principalmente nas florestas e nos ecossistemas naturais, sendo que as consequências dos impactos ambientais nos seres humanos ficam relegadas ao segundo plano. Entretanto, precisamos fazer frente a dois cenários importantes. Em primeiro lugar, o governo brasileiro se move na direção da implementação dos biocombustíveis como parte de sua estratégia de autossuficiência energética. Este movimento foi dado antes da realização de análises consistentes sobre as consequências para a saúde, expressas em termos de produção e de emissões. Em segundo lugar, o crescimento econômico do Brasil aumentou enormemente as áreas potencialmente impactadas pela poluição produzida pela agricultura, indústrias, incêndios florestais, emissões veiculares e geração elétrica. Considerando o tamanho do território brasileiro e a distribuição desigual da capacidade técnica e acadêmica para a realização de estudos de avaliação de risco em todo o país, faz-se obrigatório ampliar a pesquisa, em termos de quantidade, qualidade e distribuição. Em outras palavras, a boa ciência, a avaliação de risco e avaliação econômica são as ferramentas necessárias para evitar os erros inerentes ao crescimento econômico descontrolado. Quais são as principais dificuldades a serem vencidas? Em primeiro lugar, a variedade de conhecimentos necessária para abarcar os principais aspectos da transição energética do Brasil: o risco comparativo representado por diferentes tipos de biocombustíveis e os novos riscos representados pela expansão das fronteiras da poluição para áreas desprovidas de suficiência tecnológica. Este ponto implica no desenvolvimento de estudos epidemiológicos, clínicos e toxicológicos competentes. Em segundo lugar, o amplo espectro de conhecimento necessário para avaliar o risco imposto pelas novas fontes energéticas e pelas fronteiras da poluição aponta para a necessidade da criação de redes de pesquisa que possam agrupar os necessários grupos de expertise. Por fim, torna-se obrigatório criar um programa educacional, desde a educação fundamental até a pós-graduação, visando aumentar a participação da saúde ambiental na pauta brasileira de pesquisas. Estes três aspectos são o alvo da presente proposta. A partir de agora, serão discutidos seus pontos específicos. Pesquisa Os estudos sobre a saúde ambiental podem ser considerados sob diferentes perspectivas. Uma delas é que as mudanças psicológicas e as doenças causadas pela exposição a sutis mudanças ambientais são uma oportunidade única para compreender a biologia humana. Como a exposição a partículas ambientais influencia a homeostase? Em que medida a exposição crônica a contaminantes atmosféricos desvia as pessoas do seu caminho normal de envelhecimento? A exposição a níveis ambientais da poluição atmosférica aumenta o risco de doenças na vida adulta? Quais são os fatores genéticos e epigenéticos que determinam a vulnerabilidade à poluição atmosférica? Estas são questões relevantes que precisam ser tratadas, seja em termos das alternativas energéticas e de transporte atuais, mas também considerando o uso de novas alternativas energéticas. Este projeto apresenta uma série de propostas em pesquisa epidemiológica, clínica e toxicológica, altamente qualificada, que fornecerá informação útil sobre como a inalação de produtos tóxicos pode interferir com a saúde humana. Outra possibilidade é o foco nos efeitos comparativos das novas alternativas de combustíveis em termos do impacto na saúde... (AU)

Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CARVALHO, MARIANA A.; BERNARDES, LISANDRA S.; HETTFLEISCH, KAREN; PASTRO, LUCIANA D. M.; VIEIRA, SANDRA E.; SALDIVA, SILVIA R. D. M.; SALDIVA, PAULO H. N.; FRANCISCO, ROSSANA P. V. Associations of maternal personal exposure to air pollution on fetal weight and fetoplacental Doppler: A prospective cohort study. REPRODUCTIVE TOXICOLOGY, v. 62, p. 9-17, JUL 2016. Citações Web of Science: 0.
SALDIVA DE ANDRE, CARMEN DIVA; DE ANDRE, PAULO AFONSO; ROCHA, FRANCISCO MARCELO; NASCIMENTO SALDIVA, PAULO HILARIO; DE OLIVEIRA, REGIANI CARVALHO; SINGER, JULIO M. Reliability of reflectance measures in passive filters. Atmospheric Environment, v. 92, p. 178-181, AUG 2014. Citações Web of Science: 0.
EL KHOURI MIRAGLIA, SIMONE GEORGES; VERAS, MARIANA MATERA; AMATO-LOURENCO, LUIS FERNANDO; RODRIGUES-SILVA, FERNANDO; NASCIMENTO SALDIVA, PAULO HILARIO. Follow-up of the air pollution and the human male-to-female ratio analysis in Sao Paulo, Brazil: a times series study. BMJ OPEN, v. 3, n. 7 2013. Citações Web of Science: 0.
CANGERANA PEREIRA, FERNANDA ALVES; LEMOS, MIRIAM; MAUAD, THAIS; DE ASSUNCAO, JOAO VICENTE; NASCIMENTO SALDIVA, PAULO HILARIO. Urban, traffic-related particles and lung tumors in urethane treated mice. Clinics, v. 66, n. 6, p. 1051-1054, 2011. Citações Web of Science: 5.
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