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STELES: espectógrafo de alta resolução para o SOAR

Pesquisador responsável:

Augusto Damineli Neto

Beneficiário:

Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisadores associados:

Alexandre Soares de Oliveira ; Francisco Rodrigues ; Marcos Perez Diaz ; Beatriz Leonor Silveira Barbuy ; João Evangelista Steiner ; Paulo Fernandes Silva ; Vanessa Bawden de Paula Macanhan ; Silvia Cristina Fernandes Rossi ; Jose Henrique Groh de Castro Moura ; Cássio Leandro Dal Ri Barbosa ; Bruno Vaz Castilho de Souza ; Walter Junqueira Maciel ; Clemens Darvin Gneiding ; Gustavo Frederico Porto de Mello ; Nelson Vani Leister ; Mairan Macedo Teodoro

Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Astronomia - Instrumentação Astronômica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Processo: 07/02933-3
Vigência: 01 de abril de 2008 - 31 de março de 2014
Bolsa(s) vinculada(s):09/08013-9 - Análise das variações de longo termo do espectro de Eta Carinae e criação de um pipeline de redução de dados para o espectrógrafo STELES, BP.PD
09/02166-8 - Estrutura espiral da Via Láctea e a formação de estrelas massivas, BP.PD
Assunto(s):

Galáxias

Telescópios

Espectroscopia astronômica

Resumo
A espectroscopia de alta resolução é necessária, entre outras razões, para obter a composição química de estrelas de galáxias do Grupo Local. O mesmo é válido para proto-galáxias projetadas contra QUASARES de fundo. Esses dados permitem o estudo da evolução de galáxias vizinhas e a altos redshifts. A comparação entre galáxias do universo local com as de alto redshift dá informação sobre a primeira geração de estrelas, a época de reionização e a formação das galáxias. Grande parte dos astrônomos brasileiros, especialmente do estado de São Paulo, será beneficiada com o STELES. Nós não tivemos, até agora, acesso a esse tipo de instrumento num telescópio como o SOAR, onde temos 30% do tempo de observação num sítio de excelente performance. A construção do espectrógrafo STELES (SOAR Telescope Èchelle Spectrograph) já foi aprovada pelo SOAR como um instrumento de segunda geração, disponibilizado para os sócios do projeto. Nossa comunidade astronômica e o governo brasileiro estão empenhados em entregar o instrumento no prazo acordado (ano 2010). A construção de instrumentos para telescópios da classe de 4-m, como o SOAR, exige tecnologias complexas e diversificadas como engenharia mecânica fina, eletrônica, software, óptica e criogenia. Todas as partes são desenvolvidas simultaneamente. O STELES foi proposto por Bruno Castilho (LNA/MCT), revisado e aprovado pelo Comitê Diretor do SOAR. O desenho opto-mecânico do STELES foi desenvolvido no período 2001-2006, como parte do Instituo do Milênio MEGALIT (liderado por Beatriz Barbuy do IAG/USP). Nós já adquirimos 2 detectores CCD, o controlador e a criogenia, o que representa 1/3 do custo total do projeto. Nós planejamos continuar a colaboração entre o IAG e o LNA, combinando as capacidades complementares dessas duas instituições, para completar a construção e comissionar o instrumento. A construção de um instrumento desta categoria é uma excelente oportunidade para a comunidade astronômica interagir com a indústria local, desenvolvendo know-how e promovendo controle de qualidade industrial mais elevado. Além de aumentar a produtividade científica, este instrumento estará exposto à comunidade internacional, resultando em maior visibilidade da ciência e tecnologia nacional. (AU)
Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o auxílio:
Foco nos astros primordiais
O buraco de <em>Eta Carinae</em>
Mais do que um eclipse
Rumo às estrelas

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