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Reestruturação econômica mundial e reformas liberalizantes nos países em desenvolvimento

Pesquisador responsável:

Sebastiao Carlos Velasco e Cruz

Beneficiário:

Instituição: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Processo: 03/05008-8
Vigência: 01 de agosto de 2003 - 30 de abril de 2007
Auxílios(s) vinculado(s):06/51230-2 - As aporias do liberalismo periférico: comentários a luz dos governos dutra (1946-1950) e Cardoso (1994-2002), AR.EXT
Bolsa(s) vinculada(s):06/53017-4 - Conhecimentos tradicionais, propriedade intelectual e política externa brasileira, BP.MS
04/10086-0 - As relações entre executivo, legislativo e grupos de interesse norte-americanos no contencioso do algodão, BP.IC
03/09356-0 - Inflação e estabilização monetária no Brasil: uma análise sócio-política comparada, BP.DR
Assunto(s):

Política econômica internacional

Órgãos governamentais

Globalização

Liberalismo

Estados Unidos

Resumo
Nos últimos quinze anos, os modelos de política econômica de longo prazo adotados nos países em desenvolvimento foram profundamente transformados. Na maior parte das vezes voltadas para o mercado interno, acentuadamente protecionistas, e fundadas na capacidade diretiva do Estado, as estratégias de desenvolvimento consagradas internacionalmente depois da II Grande Guerra foram desacreditadas pelo trabalho da crítica e pelos efeitos desagregadores de problemas econômicos que não conseguiam tratar. Acabaram, por toda parte, sendo abandonadas. Desde então, esses países vêm buscando o caminho da prosperidade através de reformas cujo objetivo é eliminar (ou reduzir, tanto quanto possível) as restrições político-institucionais ao comportamento dos agentes econômicos, corrigir imperfeições e, dessa forma, instaurar os mercados como mecanismos reguladores básicos. Em termos práticos, esses objetivos gerais se traduzem em imperativos como os que se seguem: cortar gastos, eliminar subsídios, privatizar, abrir a economia, criar ambientes favoráveis aos investidores externos. No conjunto dos países em desenvolvimento, porém, o deslocamento em direção a tais reformas não foi sincrônico, nem uniforme. Pelo contrário, as experiências nacionais diferem, às vezes marcadamente, no que tange à ordem, ao ritmo e ao conteúdo das mudanças observadas. O objetivo precípuo deste projeto é o de elaborar um quadro interpretativo que permita responder à dupla indagação que se segue: 1) como entender o movimento geral no sentido das reformas orientadas para o mercado? 2) como dar conta das aludidas diferenças? Tomando por base uma avaliação crítica dos principais argumentos sobre o tema, presentes na literatura, e um conjunto de proposições que delineiam uma visão alternativa e redefinem os termos do problema proposto, o presente projeto busca atingir aquele objetivo através de um plano que se desdobra em duas partes: a) análise das mudanças verificadas no plano das instituições econômicas internacionais (regimes) e na pauta de conduta dos atores mais relevantes nesse universo - empresas, também, mas principalmente Estados e organizações supranacionais, ao longo das seguintes linhas: 1) sistema financeiro internacional; 2) organismos internacionais - particularmente o GATT e a OMC; 3) política econômica externa dos Estados Unidos; 4) conflitos de princípios e reformas econômicas;b) estudo comparado de experiências de reforma econômica em países em desenvolvimento. (AU)

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