Busca avançada
Ano de início
Entree

Marcadores de diagnóstico e prognóstico em pacientes graves atendidos em serviço de emergência

Processo: 16/14566-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de agosto de 2018 - 31 de julho de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Irineu Tadeu Velasco
Beneficiário:Irineu Tadeu Velasco
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisadores principais:Heraldo Possolo de Souza
Pesq. associados:Fabiano Pinheiro da Silva ; Flávia Barros de Azevedo ; Julio Flávio Meirelles Marchini ; Lucas Oliveira Marino ; Rodrigo Antonio Brandão Neto ; Sabrina Corrêa da Costa Ribeiro
Assunto(s):Medicina de emergência  Serviços médicos de emergência  Readmissão do paciente  Gravidade do paciente  Cuidados paliativos  Diagnóstico clínico  Prognóstico  Pneumonia  Sepse  Choque 

Resumo

A capacidade do médico emergencista de rapidamente diagnosticar e fazer prognósticos sobre a evolução de pacientes graves pode salvar vidas e também ajudar a diminuir a sobrecarga nos serviços médicos. Infelizmente nem todas as doenças possuem marcadores específicos que possam auxiliar os médicos nessa decisão (como é o caso da troponina em pacientes com IAM). Assim, nosso objetivo é definir escores ou marcadores séricos que possam definir diagnóstico e/ou prognóstico em pacientes graves em um Serviço de Emergência. Esse é um estudo observacional, prospectivo, a ser conduzido com pacientes admitidos no Serviço de Emergência (PSM) do HCFMUSP. Os pacientes serão triados para um dos sete subprojetos, conforme seu diagnóstico na admissão: 1. Marcadores séricos inflamatórios e de lesão cerebral em pacientes com encefalopatia difusa (delirium) pacientes idosos com rebaixamento do nível de consciência, sem lesão estrutural aguda do cérebro, serão avaliados para a presença de marcadores inflamatórios (citocinas, quimiocinas) ou de lesão cerebral (S100B, NSE, etc.) que sirvam de marcadores de diagnóstico ou prognóstico da evolução. 2. Corticoides endógenos em pacientes com pneumonia comunitária grave A hipótese é que um funcionamento inadequado do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal-receptores intracelulares de corticoide pode ser uma das causas de má evolução em pacientes com pneumonia. Avaliaremos o funcionamento do eixo, dos receptores e dos mediadores intracelulares da sinalização dos corticoides, que serão correlacionados aos desfechos clínicos. 3. Influência da albumina sérica nas dosagens de mediadores inflamatórios circulantes A hipótese é que as citocinas circulam de forma livre ou ligadas à albumina. Pretendemos determinar a veracidade dessa hipótese e se essas duas formas, isoladamente ou em conjunto, podem servir como preditores de prognóstico do quadro séptico. 4. Escores de cuidados paliativos e desfecho em pacientes internados em serviço de emergência A avaliação correta da terminalidade e de indicação de cuidados de fim de vida em pacientes em estágio terminal de doenças crônicas é uma necessidade, embora os escores atuais sejam muito falhos. Nosso objetivo é determinar quais os melhores escores e, desenvolver novos, que incluam marcadores séricos e que possam ser utilizados na abordagem inicial do paciente em serviço de emergência. 5. Reposição volêmica em pacientes em sepse. Pacientes em sepse, hoje, recebem grande quantidade de volume intravenoso para recuperação da estabilidade hemodinâmica. Dados recentes sugerem que esse volume deveria ser restrito. Assim, é nosso objetivo comparar a mortalidade em pacientes recebendo a ressuscitação volêmica padrão (30ml/kg) e utilizando um protocolo guiado por resposta a fluido 6. Papel da ecocardiografia em pacientes com bacteremia por estafilococos Bacteremia por estafilococos é uma doença grave e muitos pacientes têm endocardite associada que passa sem diagnóstico. Pretendemos determinar por análise retrospectiva, critérios que indicassem que o paciente se beneficiaria de ecocardiografia no momento de sua admissão. 7. Fatores preditores de readmissão hospitalar O objetivo é identificar fatores preditivos de readmissão hospitalar em 30 dias enquanto os pacientes ainda estão internados em serviço de emergência. Em todos os subprojetos os pacientes serão submetidos a questionários específicos e coletas de sangue na admissão. Dosagens de marcadores, conforme cada um dos subprojetos, serão realizadas no LIM51, FMUSP. Será observado o desfecho clínico durante a internação ou após 30 dias da alta dos pacientes incluídos nos estudos: mortalidade, tempo de internação hospitalar, readmissão, falência de órgãos. Análise estatística será realizada para correlação entre os escores ou marcadores séricos obtidos na admissão e os desfechos. Os dados obtidos neste projeto poderão ser de grande valia no atendimento pacientes graves em Serviços de Emergência do País (AU)