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Mortalidade fetal: desafios do conhecimento e da intervenção

Processo: 16/07765-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de maio de 2018 - 30 de abril de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Rossana Pulcineli Vieira Francisco
Beneficiário:Rossana Pulcineli Vieira Francisco
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisadores principais:Hillegonda Maria Dutilh Novaes ; Marcia Furquim de Almeida ; Rossana Pulcineli Vieira Francisco
Pesq. associados:Andrés Jimenez Galisteo Jr ; Clarisse Martins Machado ; Expedito José de Albuquerque Luna ; Gerusa Maria Figueiredo ; Gizelton Pereira Alencar ; Heitor Franco de Andrade Junior ; Laura Cunha Rodrigues ; Luciana Regina Meireles Jaguaribe Ekman ; Mara Sandra Hoshida ; Maria Cristina Domingues da Silva Fink ; Paulo Hilário Nascimento Saldiva ; Zilda Pereira da Silva
Auxílios(s) vinculado(s):18/11756-2 - EMU concedido processo 2016/07765-0: QUANTSTUDIO 6 flex Real-Time PCR system, AP.EMU
Assunto(s):Epidemiologia  Mortalidade fetal  Fatores de risco  Poluição  Autopsia  Morte fetal  Placenta  Cordão umbilical 

Resumo

Embora a mortalidade fetal represente um crescente e importante componente da mortalidade na infância, ainda é insuficientemente conhecida, valorizada e estudada enquanto problema de saúde pública, e principalmente por meio de abordagens que integrem as dimensões biológicas, epidemiológicas e sociais. Assim, este estudo pretende contribuir para a diminuição da mortalidade fetal por meio da compreensão da complexa gama de aspectos relacionados ao óbito fetal sob perspectiva multidisciplinar, de modo a fornecer subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas e protocolos de atenção pré-natal e ao parto, voltados para sua prevenção, acolhimento da gestante nos serviços de saúde e apoio aos familiares no luto pós-perda fetal. Pretende-se desenvolver estudo de caso-controle prospectivo, com 415 casos (óbitos fetais) e 415 controles nascidos vivos (aleatórios) em 15 hospitais do SUS, que concentram elevada proporção dos óbitos fetais do Município de São Paulo. Serão realizadas entrevistas hospitalares com mães de casos e controles, aplicados protocolos para coleta de dados nos prontuários, copiados os cartões de pré-natal das gestantes. Serão coletados sangue materno e do cordão e a placenta, para análise dos marcadores de angiogênese séricos e teciduais, de exposição à poluição do ar e de infecção. Será também realizada autopsia minimamente invasiva (exames de imagem e histopatológico guiado por biópsia) e autopsia tradicional. Serão realizadas entrevistas com gestores dos hospitais e do Programa Rede Cegonha/Mãe Paulistana municipal e estadual e entrevistas com a mãe após 2 meses de perda fetal em amostra de 100 casos. Análises irão identificar fatores de risco para óbitos fetais, investigar as suas inter-relações e estimar as contribuições individuais para a mortalidade fetal neste cenário, bem como necessidades de apoio para as famílias enlutadas; resultados serão divulgados nas comunidades científicas e políticas (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pós-doutorado em ciências biomédicas com bolsa da FAPESP