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Publicado em: Valor Econômico (Empresas / Tendência & Consumo) em 3 de Novembro de 2017

Natura estuda sensor digital para pele

Técnicos e executivos da Natura têm estudado potenciais novos modos de usar produtos de beleza num futuro próximo. Um dos caminhos que a empresa começa a explorar é o da tecnologia digital.

"Há uma discussão sobre um tipo de sensor que mostra se a sua pele está hidratada", disse ao Valor Daniel Madureira Gonzaga, diretor de desenvolvimento de produtos da companhia. Esse sensor poderia ser ligado ao celular ou a um relógio de pulso computadorizado, um "smartwatch". "Quando essas ideias poderão virar produtos, não há ainda data", afirmou o executivo.

A Natura tenta se movimentar num mundo cada vez mais digital, onde grandes empresas de diversos setores se veem pressionadas a rever sua forma atrair clientes.

Em junho, a empresa deu um passo nessa direção e lançou um aplicativo por meio do qual a consumidora, munida de um celular, pode testar virtualmente a cor de batons. O serviço é resultado de uma parceria com a Meitu, desenvolvedora chinesa de softwares.

Entre as novidades em estudo, a Natura também quer achar um meio de expandir a forma como clientes poderão desfrutar de cremes e fragrâncias. Gonzaga disse que a ideia é aguçar outros sentidos, além do tato e olfato. Por exemplo, um creme que ajude a relaxar poderia ter melhores resultados se usado ao som de determinada música sugerida pela Natura. "Ou com uma certa iluminação", disse o executivo, que participou na quarta-feira da 16ª Conferência de Inovação, da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), em Belo Horizonte.

Criar bem-estar para o consumidor é um dos propósitos de inovação da Natura, segundo Roseli Mello, diretora de inovação e segurança do consumidor. Para isso, a fabricante de cosméticos criou o Centro de Pesquisa Aplicada em Bem-Estar e Comportamento Humano, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e três universidades.

A Natura tem investido em pesquisas na Amazônia para a busca de ingredientes. Não há uma definição sobre como essa experiência poderá ser transportada para os produtos da The Body Shop, empresa britânica comprada neste ano pela Natura.

Gonzaga disse que a Natura lança cerca de 300 produtos por ano. Segundo ele, 63% da receita vem de lançamentos feitos nos dois anos anteriores. No segundo trimestre, a receita bruta consolidada ficou em R$ 2,8 bilhões, ligeiramente inferior ao faturamento de igual período do ano passado. O lucro líquido subiu 80%, para R$ 163,5 milhões. A Natura foi apontada como uma das companhias mais inovadoras do país por 40% das empresas que integram o anuário " Valor Inovação Brasil 2017". (Colaborou Tania Nogueira)

Fonte: http://clipping.cservice.com.br/cliente/visualizarmateria.aspx?materiaId=34373635&canalId=293284&clienteId=iP2KrOnEaZQ=&end